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sábado, 29 de maio de 2010

Que fofo!



Marcos indicou o meu blog como um blog  fofo! Que amor! Obrigada, Marcos!

Quando as pessoas recebem esse selo, relatam três momentos fofos da infância... Pois bem! Difícil foi selecionar só três, mas aí vai!

1) Eu dançando e interpretando na escola a música "baila comigo", de Rita Lee quando eu tinha sete anos de idade (sim, era um trabalho!). Eu era a chuva, da parte da música "e quando a chuva molhar o jardim, ah, como eu fico contente". Mais fofo ainda é que enquanto todos estavam fantasiados de seu personagem, eu me apresentei de moletom, por causa da minha rinite alérgica que me impossibilitou de vestir as fantasias mofadas da escola!
2) Eu pulando pela casa de um pé só durante toda abertura de "O Fantástico Mundo de Bobby." Aí eu devia ter uns 10 anos. É meio constrangedor lembrar disso... eu era uma bolinha com pernas pulando de um pé só pela casa com aquela musiquinha de Bobby, fazendo os tacos soltos do piso de madeira se movimentarem violentamente! Ai, Jesus...
3) Eu no primeiro papel de uma peça de escola. Minha vida de atriz começou cedo! Interpretei uma magnífica escova de dentes que fazia uma boca careada mais feliz, depois de se cuidar! A fantasia era de papelão azul marinho, e as cerdas de algodão. No cabo tinha o nome "ESCOVA" de dourado... e como eu era uma bolinha (eu já disse isso), o cabo não funcionava bem no meu "corpitcho", que saia pelos lados da escova. Mas valeu. Eu fazia uma entrada triunfante e as pessoas riram muito (era a minha veia de comediante aflorada, ou as pessoas estavam rindo daquele ser exótico?)

... Nostalgia de infância... eu poderia passar horas relatando aqui momentos fofos como esses...

Dá um aperto no coração, parece que ele está sendo esmagado por um martelo gigante! Mas era bom demais ser criança! :)

Ao invés de distribuir o selo pelos blogs amigos, proponho algo diferente: quem ler isso aqui e sentir saudade da infância, que tal também relembrar de três momentos fofos? Não custa nada, faz bem ao coração e rende boas risadas! Pelo menos eu ri bastante por aqui! :)

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Amor ao que se faz...

Muitas pessoas me questionam porque eu fiz direito, já que eu não pretendo trabalhar na área jurídica. Eu não sei responder a essa pergunta. Sei responder porque hoje eu faço jornalismo: porque é algo que sempre quis fazer. E ponto. 
Estou lendo um livro muito interessante sobre webjornalismo. Nele, há uma observação interessante sobre blogs, e achei válido colocar aqui:

"Se você está pensando em ter um blog, busque as razões certas para fazê-lo. Se é uma tarefa imposta pelo editor executivo ou se é alguma coisa que você se sente obrigado a fazer – não faça. Você precisa se apaixonar pelo seu blog – da mesma forma que é apaixonado pelo seu trabalho. Se você não estiver, vai estar perdendo seu tempo." - Mark Briggs em "Jornalimo 2.0 - como sobreviver e prosperar"

Eu já disse que eu não gosto de ter um blog? Mas acho que o que Mark Briggs disse no livro é válido pra qualquer coisa na vida. Antes de "apaixone-se pelo que você faz", fique com "faça aquilo que você tem paixão".

Minha reflexão do dia. 

 

sábado, 22 de maio de 2010

Tirando as teias de aranha...

PÔ... tem tempo que eu não posto aqui!
Na verdade, foi a preguiça mesmo que não deixou. Ora, e quem não é assolado pela preguiça que atire a primeira pedra!
Tenho me divertido horrores esses dias com algumas coisas e não tanto com outras... no tempo que me sobra, não quero escrever no blog. Faz parte. Desde sempre eu soube que eu iria me cansar disso aqui cedo o suficiente!
Vamos às novas (ou velhas!) Minha professora de metodologia da pesquisa científica tem tocado o terror lá na faculdade! Sim! Eu disse METODOLOGIA DA PESQUISA CIENTÍFICA, ou INTRODUÇÃO AOS ESTUDOS ACADÊMICOS, que é a mesma coisa. o que eu não entendo é como é que depois de cinco anos estudando Processo Civil I, II, III, IV, V, CI e MCX,  Processo Penal I, II e III, e outras matérias dogmáticas terríveis, um professor consegue fazer os alunos terem síncope nervosa com metodologia... Hauahuauaha, é pra rir mesmo! Porque apesar do estresse, eu vou me divertir!
Eu ainda acho que minha professora precisa de distrair mais. Alguém se propõe a chamar ela pra bater perna no shopping, assistir um filminho, ou tomar uma no botequinho da esquina? 
Volto quando eu tiver mais inspiração!
OBS.: No blogger não dá pra fazer o texto com o espaçamento de 1,5 ! Mas pelo menos justifiquei e usei Times New Roman! Upa lê lê!

quinta-feira, 6 de maio de 2010

E diretamente da saga "Crepúsculo"...


Desculpem-me...perco os seguidores mas não perco a piada!
Essa é uma homenagem (nojenta) aos meus amigos admiradores dos livros da série.
Prometo que volto no próximo post com um assunto mais sério!

terça-feira, 4 de maio de 2010

sábado, 24 de abril de 2010

Bons tempos...

Esse é um poema que escrevi na terceira série e que foi escolhido pra ir pro livro anual de poemas do colégio. Dêem um pouco de risada comigo! :D

"Saudades


Saudade a gente sente
Do fundo do coração
Às vezes saudade é ruim,
às vezes até que não.


Saudades a gente sente mesmo
em qualquer lugar
pode ser no meio da rua
ou no fundo da água do mar


Saudades não só dos amigos
Mas dos parentes também
Quando estamos juntos
Nos sentimos muito bem


Muito ruim é ficar sem parentes
Quando estamos juntos, nos sentimos contentes! "


Celina Adriana Brandão Pereira, 3ª série, Colégio Dom Bosco Assunção - Piracicaba, São Paulo

Isso explica um pouco do meu total desligamento de qualquer produção poética desde então... (Que ano era isso? Acho que 1995...  E eu no auge dos meus oito anos de idade... quanta experiência de vida!)

Alguns anos depois, relendo essa "fofurinha", desisti completamente da minha "promissora" carreira de poetisa. Mas eu devia ter talento de fato... meus pais achavam a coisa mais linda do mundo e que eu devia ganhar o prêmio Nobelzinho de Literatura! (Os pais de meus coleguinhas pensavam a mesma coisa ou algo do gênero sobre os filhos deles, indubitavelmente)

Eu tenho saudades hoje desse tempo... tempo em que eu não tinha compromisso com nada, muito menos com o julgamento alheio. E esse descompromisso e despretensão me permitiam escrever (e criar) o que meu coração permitia, sem amarra alguma...

Mas a verdade? Eu era só uma menininha de oito anos de idade, cansada de tanto mudar de cidade e de colégio por causa dos mestrados e doutorados de papai. Olhei pro caderno de Juliana, uma colega, e vi que ela iria escrever um poema sobre saudades, com esse exato título. Pensei que queria tanto que chegassem as férias pra eu ir pra casa de vovó e brincar com Maiara, Ravena, Allan, Juninho... e pensei "porque não?". Sem vergonha e sem pudor, copiei o título. Escrevi rapidinho a poesia, entreguei pra professora e me livrei do trabalho de classe. Lembro de ter chegado em casa depois da aula e ter olhado pra um álbum de fotos... mas preferi não abrir. Eu sabia que ver a foto de todo mundo só ia me deixar chateada por estar longe. Do resto, eu não me lembro. Devo ter ido, meio triste, assistir Castelo Rá-Tim-Bum. E quase com certeza fui dormir depois das aventuras de Tin Tin, como sempre fazia... e no outro dias as coisas voltaram ao normal, como sempre voltavam.

Hoje sou meio avessa à poesias (às minhas, que fique claro). Mas não é nenhum trauma de infância, é só porque, adulta e crescidinha, eu descobri que não tinha esse talento. Sou feliz, mesmo sem rima e soneto. E ainda me divirto muito com meus poemas de criança.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

VEJA bem...








Essa semana fui surpreendida (?) por uma inesperada (?) reportagem (?) da revista VEJA sobre a UFRB - Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (?), instituição na qual atualmente estudo, e também sobre outras instituições federais que nasceram durante o governo Lula. O que percebi claramente,sem precisar de uma leitura mais apurada, foi a tentativa de denegrir ações do atual governo no que tange a construção de novas universidades federais no país. É nítida a posição política anti-lulista da revista em questão,assim como também é óbvio que afirmações como as da reportagem acabam por fortalecer a oposição, o que é algo natural dentro de um país pseudo-democrático (ou democrático, ao menos nos liames constitucionais). Não sou pró nem anti nada, mas precisava desabafar sobre a matéria em questão simplesmente porque ela, pra defender um ponto de vista (não importa qual seja ele), omitiu informações cruciais para a compreensão do processo de formação da UFRB e de sua conjuntura no recôncavo baiano. O que me faz ficar mais indignada com o texto publicado é que ele atropelou verdades pra dizer algo que não necessariamente é uma verdade. E não é esse o jornalismo que eu espero dos meus colegas "comunicólogos".

Ah sim! Minhas interrogações! Vou explicar: as duas primeiras é porque não posso considerar uma total surpresa com a matéria; a terceira é pela irresponsabilidade das informações que me fazem questionar a classificação dela como um texto jornalístico; a quarta não é porque duvido da instituição, mas porque a revista a "recortou", limitando uma universidade de quatro centros de ensino em cidades diversas ao campus de uma única cidade.
Eu passei boa parte da minha infância e adolescência na cidade de Cruz das Almas, e vi todos os estágios da UFRB até ela se tornar o que é hoje. Eu vi a tentativa de desvinculação da antiga Escola de Agronomia da UFBA, visando a conversão em Universidade Federal de Cruz das Almas - UFCAL (sim, querida Roberta de Abreu Lima: o que hoje você hoje conhece como UFRB foi a antiga Escola de Agronomia da UFBA, que saiu de Salvador e veio pra essa "cidadezinha obsoleta e de poucos habitantes". E não voltou mais pra capital, por algum bom motivo). E vi com muita alegria o que era um único curso conseguir se erguer numa universidade federal que serve à toda população do Recôncavo Baiano e cidades adjacentes àquelas que abrigam os campi, e vejo feliz muitos de meus colegas de ensino médio poderem concluir o ensino superior. Pois bem. Antes de falar asneiras, a jornalista deveria ao menos ter pesquisado sobre a UFRB no próprio site da instituição. Deveria ter se informado mais e descoberto que a população estudantil cruzalmense é um pouco maior do que a citada texto (em torno de 4.000 alunos no ensino médio... e isso sem contar com os de cidades que ficam a menos de 30km de distância como Sapeaçu, Conceição do Almeida, São Felipe, Mangabeira, Muritiba e outros povoados menores). Deveria ter no mínimo citado os outros três centros de ensino da UFRB em Cachoeira, Amargosa e Santo Antônio de Jesus. Infelizmente, algumas pessoas, ao invés de fazer o que devem pra embasar aquilo que acreditam ser certo, lançam palavras como pedras e acabam caindo na mediocridade. É uma pena.
Tudo bem que seja a posição da supracitada jornalista (e da revista) optar pelo não investimento em novas Universidades em prol de programas como o PROUNI, que dão bolsas em instituições particulares de ensino superior. E tudo bem que isso possa desencadear no enfraquecimento do ensino superior das academias públicas, favorecendo cada vez mais o sistema de mercantilização da educação. Tudo isso é apenas uma questão de posição política e ideológica, e cada um tem direito ao livre pensar. Mas jogar sujo e fazer uma reportagem (retorno à interrogação ???) que não tem sequer a dignidade de esclarecer as coisas como elas realmente são só faz com que pessoas que estão fora do contexto do Recôncavo da Bahia possam reprovar a universidade tomando como absoluto tudo que foi dito. Ainda temos grandes problemas a serem resolvidos por aqui: estrutura, corpo docente, maior produção científica... mas a UFRB mal acabou de nascer, e é natural que tenha problemas pra aprender a andar sozinha. Será que é só de críticas infundadas que precisamos? (VEJA você...  mas com olhos mais apurados).