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segunda-feira, 5 de abril de 2010

Jazz Dance

Eu sempre gostei de dançar.
Não é o que eu sei fazer, mas indubitavelmente é o que eu gosto de fazer.
Estar longe da Cia de Jazz Viviane Lopes (que faz parte de mim, muito mais do que eu fiz parte dela) é uma dor sem dimensões, e que eu não posso tentar descrever com palavras porque além de impossível, seria muito doído pra mim.
Só registro aqui a saudade imensa daquilo que me fez mais feliz nesses últimos cinco anos.


Meu coração tá fervilhando agora. Ele dói e arde. Penso em tudo o que aconteceu e sinto falta. Penso nas pessoas que conheci, e sinto vontade de abraçá-las pra sempre.
Mas as eu tive que seguir meu caminho, por imposição de vida, mas também por vontade própria.
Esse texto aqui não é nada literário. Nem jornalístico. É só um registro de dor e de amor. E uma homenagem a todas as pessoas da Cia e a todas as coisas que elas fizeram por mim quando eu estava à beira de qualquer insanidade.
Eu amo vocês e vocês fazem parte de mim pra sempre.

(Qualquer dia, quando eu estiver menos contaminada pela emoção, eu posso contar a história do jazz dance e o preconceito que ele por vezes sofre frente ao cenário brasileiro (e mundial) da dança. Mas hoje não. Hoje eu sou só sentimento.
Fico devendo.)

sexta-feira, 2 de abril de 2010

... Em gotas!


Tenho a sorte de conhecer pessoas incrivelmente talentosas e sou muito feliz por isso. Eu poderia fazer aqui uma lista enorme dos "monstros gigantes" que me rodeiam... E quanto mais descubro os "segredos" dessas pessoas tão fantásticas, mais me convenço da pequenez desta reles mortal que vos fala...
Acho que esse blog ao menos me dará oportunidade de mostrar "de quando em vez" a arte alheia (meu espírito artístico costuma ser mais limitado! Hahaha!) 
Essa foto lindíssima que estou colocando aqui é de uma "pequena-grande" amiga minha. Além de ser uma exímia dançarina de jazz, tem a sensibilidade de uma fotógrafa nata. E olhe que ela só tem quinze anos. Imagine só! Tão novinha e já consegue ver o mundo de uma forma tão peculiar... muito diferente da maioria das meninas de quinze anos que vejo por aí. 
Segundo ela própria, esses registros fotográficos estão muitas vezes eivados de sorte. Sinceramente, eu não acredito. Pra mim é puro talento e competência. Em minha humilde opinião, ela tem tino pra coisa e ainda vai longe! 
Eis aqui uma amostra dos olhos d´alma de Milena Abreu.


Infelizmente a internet nem sempre faz jus à qualidade das fotos. Mas mesmo assim eu convido vocês a darem um foco na gota, se conseguirem. Incrível!
Eu recomendo!

terça-feira, 30 de março de 2010

IndigNADA!

Já começo meu primeiro texto desse blog um tanto com um pé atrás. Não um pé atrás comigo mesma, mas um pé atrás com blogs (ou pelo menos com a maioria dos blogs que vejo por aí). Eles me lembram da época na qual eu era uma adolescente de dezesseis ou dezessete anos, que achava que era o máximo expor publicamente as idéias imaturas e vagas que eu tinha da vida e de todas as coisas (e que, diga-se de passagem, eu achava extremamente avançadas). Não acho que muita coisa tenha mudado de lá pra cá. Talvez só o fato de eu ter descoberto que quanto mais o tempo passa, mais tenho convicção da minha ignorância (santa ignorância... às vezes achar que se sabe demais, além de ser tolice, traz uma carga de responsabilidade moral que eu não quero e não preciso). Mesmo assim, já que é um “dever de casa” do meu professor de Oficina de Texto I, estou inaugurando meu blog à contragosto. Prefiro muito mais dizer o que eu penso e o que eu sinto numa roda de amigos, e sinceramente, na maioria das vezes prefiro nem mesmo dizer.
Eu realmente acho que esse “bum” tecnológico (em bom português mesmo) que estamos vivendo na última década e meia, é uma “faca de dois gumes”. De um lado, a informação chega mais rápida e facilmente pra todos (ponto pra ela!). Do outro, dá o direito de que cada um de nós, “humano, ridículo e limitado, que só usa dez por cento de sua cabeça animal”, possa se achar donos de verdades absolutas (mas facilmente contestáveis) e fidedignos formadores de opinião. Pois é, meus caros: estamos vivendo a era do “culto ao amador”, na qual todo mundo pensa que é tudo! Todo mundo é jornalista, todo mundo é poeta. Todo mundo é tudo! Todo mundo critica o movimento punk, mas todo mundo – e hoje mais do que nunca – leva o “do it yourself” ao pé da letra. Não que seja ruim você expor suas idéias...longe disso! Mas incomoda essa tamanha pretensão.
Já vou logo dizendo então que eu não sou, nem quero, nem pretendo ser formadora de opinião (pelo menos não enquanto eu não me ache competente para isso). Se eu fosse uma especialista em qualquer coisa, doutora de não-sei-o-quê, ou algum tipo de gênio, vá lá! Mas não me sinto apta nem a dar conselhos a minha sobrinha de onze anos de idade. Não vim aqui pra falar mal do Marcelo Dourado e a famigerada "máfia dourada", nem parafrasear Che Guevara, nem me fingir conhecedora profunda da obra de Freud, Engels, Marx ou Nietzsche... Eu não sou nada disso! Sou só uma bacharela em Direito frustrada, estudante de jornalismo (agora sim!!!!!), uma dançarina de jazz de alma, técnica e coração, e uma amadora discreta das artes, sem escolher por gênero ou porque algum crítico diz que é bom. Só porque gosto e ponto. (E não, não acho Maria Gadú a maior revelação musical dos últimos tempos! Acho o Caio Braga e suas músicas “aletrais” muito mais inovador e genial!)
Aqui, neste espaço, que é meu mais por imposição do que por vontade própria, vou apenas demonstrar um pouquinho do que penso e do que eu sinto, sem querer conquistar fãs e/ou seguidores, e isso me basta (e não achem que é pretensão às avessas, porque não é). Por fim, aviso antecipadamente que vou falar sempre do que eu quero e gosto, e não do que esperam que eu escreva. Aqui a “Céu” é o limite! ; )